Isso que vou contar, ocorreu em Ponta Grossa também. Acho que muitas pessoas já enganaram amigos assim. No meu caso, foi espontâneo, mas legal.
Eu saia com uma garota há algum tempo e me avisaram que ela era namorada de um cara que traficava drogas na Faculdade.
Fiquei surpreso com o fato dela ter namorado e receoso por estar “mexendo” em propriedade alheia. Principalmente propriedade de um traficante.
Resolvi testá-la e, mesmo sendo totalmente avesso às drogas (ainda hoje sou, exceto cigarro), comentei com ela que fazia tempo que estava procurando por maconha e não onde arranjar.
Ela ouviu e disse que ia ver o que podia fazer. No dia seguinte, usando como desculpa a entrega da droga, apareceu na república com um envelope de plástico lacrado, com uma etiqueta que não me recordo o que estava escrito.
Sua rapidez em providenciar a “encomenda” apenas confirmou que realmente ela tinha fácil acesso ao produto que, conseqüentemente, seria de seu namorado.
Comecei a dar gelo nela, evitando-a, que percebendo se afastou até perdermos contato.
O invólucro ficou em minhas coisas por meses. Graças a Deus, ninguém era chegado nisso. E olha que na época morávamos em sete jovens estudantes, sendo que apenas 3 eram fumantes de “inofensivos” cigarros.
Uma noite, mexendo em minhas coisas, achei o envelope. Estava eu e o Cláudio na república. Levei até ele e sugeri que experimentássemos para ver que gosto tinha.
Como nunca havíamos visto alguém “enrolar” um cigarro de maconha e nem mesmo visto um, pegamos todo o conteúdo do plástico e colocamos dentro de um papel qualquer, que ficou do tamanho de um imenso charuto.
Nossa inexperiência nos fez fumar aquele “charuto” como se fosse cigarro normal: tragando e expelindo a fumaça. Levamos mais de meia hora pra dar cabo naquele cigarrão.
Hoje sei como se deve (ou não deve) fumar aquilo. Sei por ver amigos fumando ou em filmes. Mas na época não tinha idéia. Terminamos e achamos uma "droga" (literalmente), pois nada havia acontecido. Não vimos elefantes voando, não sentimos que estávamos levitando e nem as maçanetas das portas estavam rindo pra gente.
Mas o cheiro ficou no ar... insuportável... fedido... decepção total...
O outros cinco integrantes da república estavam pra chegar e iriam sentir o cheiro. Com certeza teríamos problemas para explicar. Mas o Cláudio teve uma idéia!
Foi até a cozinha e voltou com um saquinho de orégano. Misturamos com fumo que tiramos de um cigarro, enrolamos num papel e ficamos aguardando a galera.
Quando escutamos barulho na porta, prontamente acendemos o cigarro. Eles entraram no quarto do Cláudio e nos encontraram “largados”, falando bobagens e segurando um cigarrinho, que aparentemente, seria do capeta.
Após explicações com voz mole, eles se animaram a experimentar. Um a um, o cigarrinho de orégano foi passando de mão em mão. E eles começaram a "viajar"...
Um dizia que estava vendo elefantes voando, outro levitava, outro ria, outro cantava num inglês fluente que fazia a menina do BBB (que cantava "ui ardi uord") ter inveja e outro falava frases desconexas. Não sei se estavam fazendo teatro ou se o orégano tem propriedade alucinógenas mesmo.
Só sei que, a cada tragada espalhava mais e mais um forte cheiro de pizza no ar, fazendo com que até hoje acreditem terem sido suas primeira experiência com "drogas".
terça-feira, 27 de outubro de 2009
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluirCHOREI DE RIR, VC DEVERIA ESCREVER UM LIVRO DE MEMÓRIAS E DAR UMA ENTREVISTA NO JO SOARES...KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
AMO VC...
AUSHUAHSUAHSUAHSUAHSUHS
ResponderExcluir[/Eurimuitomesmo
Eu tenho um profis que fala que a gente cheiraa orégano antes de ir pra aula, mas eu nunca imaginei que fumando-o daria uma badtrip dessas...
Muito boa a história.