terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pensando... (27)

“O pior cego é o que não quer ver...”

Hoje, no meu Formspring, uma amiga perguntou o que me deixa mais irritado...

Quem me conhece sabe o que me tira do sério. Aliás, a única coisa que me tira do sério é não acreditarem em mim.

Graças a Deus não é uma coisa que acontece comumente. Raras vezes aconteceu, por sinal. O problema é que, nessas raras vezes, me trouxe marcas e tristezas profundas.

Costumo dizer que sou transparente, que é fácil conhecer o Neto. Minhas expressões faciais me entregam, desde uma alegria contida até uma decepção enrustida.

Geralmente acontece com pessoas que julgam conhecer o Neto, mas no fundo não conhecem. Fazem a imagem de um Neto que gostariam que existisse ou que fantasiam existir.

E essas poucas vezes que não me deram crédito. Ahhh, como doeu.

Doeu muito saber que me empenhei, que lutei, que demonstrei, que procurei agradar. E no fim, apegam-se à atos, fatos ou palavras isoladas de um passado distante, o qual não se tem o condão de alterar.

E por isso acabo sendo julgado... condenado... e pior: rotulado!

Mas tudo bem. Tem Pessoas e "pessoas". Essas "pessoas" que vivem num mundo umbilical, que se apegam somente ao que lhes interessam, tem vida curta na minha vida.

Lembro-me de uma pessoa para a qual eu dizia 299 “eu te amo” e soltava um “eu te adoro”. Pronto! Era motivo de intermináveis brigas.

Lembro que quando ela colocava algo na sua “cabecinha”, nada do que eu fizesse adiantaria pra mudar o que já estava encravado em sua mente.

No “todo” ela sempre se apegava à detalhes. A algo passado. E pronto! Nada mudava mais. Nada adiantava fazer.

Não que eu não tivesse errado com ela anteriormente. Posso ter errado sim. Mas meus atos seguintes foram no sentido de corrigir isso e demonstrar minha vontade de estar com ela.

Mas não adiantava. Bastava ter feito uma vez e pronto! Teria isso jogado na minha cara pelo resto da vida.


Curioso é que os erros dela eu sempre perdoava, não levava adiante. Dava-lhe uma chance de mudar, de mostrar arrependimento e tentar acertar da proxima vez. Mas essa chance não me era permitido.

Não sei como ela está hoje, se ainda age dessa maneira. Mas ao relacionar-se com humanos estamos sujeitos a aceitar os erros deles, desde que sejam perdoáveis, pois errar “é do” ser humano. Mas o correto é consertar uma situação. Mostrar que mudou, que amadureceu, que está lutando por algo melhor.

E é ótimo que se erre e mude, pois isso demonstra a real vontade de melhorar. O pior é quando erra e não muda.

Ninguém é perfeito! Ninguém fará somente o que a outra pessoa quer, pois cada um tem sua maneira de pensar. Mas essa é a graça do mundo. Adaptar-se ao outro. E enxergar no outro, qualidades futuras que lhe farão feliz.

Sim... algumas vezes não acreditaram em mim, não me deram chance de mostrar que estavam erradas. Usavam óculos onde viam um mundo cor de rosa que não existe. Principalmente que nunca existiu esse Neto que pintaram.

Acho que pessoas que agem dessa forma, tendem a se fazer de vítimas sempre. Gostam das pessoas lambendo e sofrendo por elas. Se fazem de coitadinhas. E não se dão bem em relacionamentos.

O tempo dirá, pois se pode enganar o mundo, mas nunca a si mesmo, nunca sua consciência.

Mas tudo bem. Sei onde errei. Sei que reparei meus erros. E sei que não acreditaram em mim. Azar meu? Não! Azar dela, pois só eu sei do que seria capaz de ser e fazer.

Errei? Talvez sim. Mas nunca menti, nunca enganei. Tenho a consciência tranqüila nesses quesitos. E você? Também tem? Duvido!

Diz uma passagem da Bíblia que “o pior cego é aquele que não quer ver”.

Se não quis ver, não foi culpa minha. Mas não venha me culpar por você viver nesse seu mundinho triste à espera do príncipe perfeito, pois se nem você era perfeita, como esperar isso de alguém?

Tá dado o recado.

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Um comentário:

  1. Uaaaaal Netoo *-*
    Adorei o texto, foi um desabafo e tanto. Eu sei como essas certas pessoas, que vivem em um mundo não existente, são irritantes e como doi quando não acreditam em você.
    Belo desabafo! :D
    beijinhos

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