Uma coisa que lembro bem da minha infância, era minha mãe, no café da manhã, família reunida, sempre dizendo à mesa: “hoje é aniversário de fulano!”.
Sempre achei interessante ela se lembrar de datas de aniversários de pessoas.
Outra coisa que admirava era a facilidade em decorar números de telefone. Parecia uma agenda ambulante.
Talvez por isso, instigado pela minha mãe (e talvez por ser genético, vai saber?), é que desenvolvi essa mesma capacidade dela.
Assumo: sou péssimo com nomes. Horrível mesmo. A ponto de estar conversando com alguém e, do nada, esquecer do nome da pessoa.
Isso me levou a desenvolver certos apelidos, que mesmo quem me conhece nem percebe que é um truquezinho à toa para disfarçar esses “brancos” da memória.
E engana-se quem acha que é a idade. Sempre fui assim. Horrível com nomes e pior ainda com fisionomias.
Os apelidos que usava (e vou me entregar), sempre variavam de época em época: já foi “cara”, “gay”, “criatura”, “criança”, “amor”, “linda”, “meu”, “bicho” e por ai vai.
Mas datas e telefones eram (e são) meus fortes. Ainda mais numa época em que não havia celulares com agendas. Obrigava-me a decorar. E sabia os telefones residenciais de todos os meus amigos na ponta da língua. E seus aniversários também.
Talvez por isso é que nunca fui chegado em agendas. Seja de telefones, seja de aniversários.
Hoje relaxei com telefones, confesso. Também, os celulares guardam tudo. A pessoa diz o numero do telefone dela, eu anoto e nunca mais digito, apenas teclo no nome (o que, às vezes, leva algum tempo pra eu lembrar enquanto fico procurando na agenda).
Mas porque deste post? Pra dizer que minha fixação com datas ainda permanece.
Lembro, sempre, das mais variadas datas. Seja datas de comemorações que aprendemos na Escola, como Tiradentes, Abolição da Escravidão, Dia da Bandeira, Data da Revolução Militar ou Constitucionalista, etc, bem como datas de nascimento de amigos, ex-namoradas, ex-esposas, data de início de namoro e término, etc.
Com muitos amigos e ex, não tenho mais contato. Mas nem por isso esqueço das datas. Posso não mandar um abraço ou felicidades, mas lembro da pessoa.
Talvez nem precise mandar nada. A simples lembrança já demonstra o quão importante eles são ou foram na minha vida. Não necessito enviar parabéns porque o facebook ou orkut me lembrou. Lembro porque a pessoa existiu na minha vida. E, bem ou mal, marcou nela.
Se isso é bom? Tem utilidade? Sei lá... Sou assim e gosto.
Apesar de não ter uma família pra dizer, à mesa do café, o aniversário de quem é hoje, tenho em minhas lembranças (sempre todas boas) de quem foi na minha vida o aniversariante do dia.
Por isso, em pensamento eu digo: “feliz aniversário à você! Felicidades sempre...”
PS: Esqueci: sou ótimo com números e datas mas horrivelmente péssimo em contas. Argh! Odeio mesmo...
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terça-feira, 22 de maio de 2012
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