Minhas (ex) Mulheres
Já tive mulheres de todas as cores,
De várias idades, de muitos amores.
Com umas até certo tempo fiquei.
Prá outras apenas um pouco me dei.
Já tive mulheres do tipo atrevida,
Do tipo acanhada, do tipo vivida.
Casada carente, solteira feliz.
Já tive donzela e até meretriz.
Mulheres cabeça e desequilibradas.
Mulheres confusas, de guerra e de paz,
(Mulheres – Martinho da Vila)
Sempre após o final de um relacionamento, vinha a dor, a raiva, o desprezo, o choro.
Mas mesmo assim, nunca ninguém me viu ou ouviu falando mal de uma ex-mulher ou ex-namorada. Mesmo que o término do relacionamento tenha se dado por traição, falta de amor, engano ou, simplesmente, pelo prazo de validade.
Foram várias mulheres em minha vida. “Com uma ate certo tempo fiquei, pra outras apenas um pouco me dei”.
Por uma eu desisti de sonhos, muitos sonhos. Por outra, desisti de ótimos convites profissionais. Outra ainda, nada fiz, apenas fiquei, esperei. Outra mudei completamente. Outra, fui pai, mãe e irmão.
Mas todas foram importantes na minha formação, na minha vida, no meu crescimento.
Eu as respeito muito pelo que fizeram e, principalmente, pelo que foram pra mim.
Nunca me arrependi de desistir de algo por alguém ou mudar objetivos já traçados. Todas as decisões valeram a pena, pois recebi amor, carinho, convivência em troca.
Não deu certo? Como não? Claro que deu... e deu muito certo. Cada uma foi a mulher certa na hora certa da minha vida.
Fui feliz, sorri, chorei, cresci, parei, mudei, sofri, aprendi, abdiquei, amei. Cada uma, um amor. Cada uma, uma intensidade.
Não precisei ficar uma vida inteira com alguém pra sentir que ela era a mulher da minha vida naquele momento. Cada uma fez parte de uma parte da minha historia.
Não choro por elas, não me arrependo, não as critico. Apenas as amei de paixão e amo em lembranças.
Se errei com elas ou elas erraram comigo, não lembro, não importa, não quero saber. Lembro apenas das risadas, das vitorias, das conquistas, das felicidades, do amor.
Voltaria no tempo para tê-las da mesma forma, pelo mesmo tempo, com a mesma intensidade. Se elas iriam me querer de novo, é outra historia... Talvez (ou com certeza), não!
Mas não me arrependo. Não me arrependo um minuto, um segundo, um centímetro, um milímetro sequer.
Pelo contrario. Tenho prazer de apontar uma ex na rua, numa foto, num vídeo... Tenho orgulho, alegria, uma avalanche de sentimentos indescritíveis que fazem meu coração acelerar.
Elas viveram meu mundo (e eu os delas), elas me completaram, elas me deram carinho, ombros, palavras, amor.
Não tenho vergonha, não me arrependo, não escondo.
E pra todas elas é que deixei o final da musica do Martinho da Vila, pois cada uma foi, ao seu tempo, a MINHA AMADA:
“Mas nenhuma delas me fez tão feliz
Como você me faz”.
Obrigado vocês, por terem feito (e talvez ainda fazer) parte da minha vida e da minha historia.
Amo vocês!
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terça-feira, 15 de maio de 2012
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