
No tópico anterior eu contei a história da minha primeira vez num palco com a minha banda. Em 1986 eu fui fazer Análise de Sistemas na Faculdade Estadual de Ponta Grossa. Acreditem: já existia computadores naquela época.
Minhas aulas eram a tarde e depois das aulas a galera ficava no pátio da Universidade vendo as universitárias e jogando conversa fora até mandarem-nos embora.
Numa dessas noites eu ouvi sons de música ao vivo. E não era música de igreja. Era rock mesmo.
Perguntei de onde vinha aquilo e me contaram que era do anfiteatro da Faculdade. Fomos até lá. Um palco, uma banda tocando (meio desafinada, meio desencontrada) e umas poucas pessoas assistindo nas cadeiras estofadas e confortáveis do auditório (eram tão confortáveis que as vezes eu matava aula e ia dormir lá).
Perguntei pro bedel que estava na porta o que estava acontecendo e ele me explicou que toda terça-feira a noite havia “Palco Livre’ no Anfiteatro. Bastava se inscrever e tocar, cantar, dançar, declamar poesia, peça teatral, o que quisesse. Menos fazer strip tease. De início ri. Mas com o passar do tempo, vi cada maluco e cada coisa naquela faculdade que hoje entendo a proibição expressa do bedel.
Enquanto eu assistia, subiu um carinha com violão e cantou. Fraquinho, coitado. Uma banda de rock veio depois dele. Muito boa. Cantavam músicas de autoria própria somente. Umas meninas dançaram depois. E novamente subiu o carinha do violão.
Curioso que ele cantava mal, muito mal, mas tocava bem. E parecia que tinha algum tipo de “problema”, retardo mental, deficiência motora, não sei ao certo. Os amigos dele ficavam na platéia incentivando, aplaudindo, gritando e cantando junto. Isso o fazia acreditar que estava agradando e continuava. E o resto da platéia ia no embalo, até eu aplaudi e cantei. Era divertido “enganar” o carinha.
Meus amigos falaram prá eu subir no palco, afinal eu vivia contando que tinha uma banda de rock em Itapeva. Maldita mania de querer me aparecer pros outros. Pós-adolescência é fogo.
O imenso auditório do anfiteatro estava quase vazio. Nas primeira fileiras, uns 5 ou 6 amigos. No resto do auditório, mais umas 10 ou 15 pessoas. “Ah! Pouca gente mesmo. Se fizer feio, não tem problema”, pensei.
Subi no palco e perguntei ao baterista da banda que havia tocado, se ele podia me acompanhar. Cantarolei a música prá ele, pois ele não a conhecia. Ele topou. Lá fomos nós.
A música era "All My Loving", dos Beatles (claro, né?). Nervoso no começo, fui me soltando e meus amigos ali na primeira fila, começaram a bater palmas e cantar junto.
De início fiquei desconfiado. Seria eu o “carinha do violão” deles? Será que estavam me sacaneando também?
Terminei a música e meus amigos pediram outra. Amigos são uma beleza. Olhei pro bedel que atendia o palco e ele fez sinal com as mãos prá eu continuar.
Falei pro baterista o nome da música: “Camila, Camila”. Ele não conhecia também, mas falou: “vai que eu sigo você”. Baterista bom esse, mas alienado.
Agora sim, senti que agradei. Meus amigos saíram das poltronas e ficaram bem na frente do palco dançando e cantando. As outras pessoas também vieram prá perto. E foi entrando gente no auditório.
Nem olhei pro bedel quando terminei a música. E esqueci do baterista. Emendei a terceira música. Acho que era “Bichos Escrotos” dos Titãs. Dali seguiu-se quase o disco “Cabeça Dinossauro” (Titãs) inteiro.
Iniciava ali minha carreira solo. O palco era o lugar onde eu mais me encontrava. Onde eu mais me sentia em casa. Onde eu tinha “orgasmos siderais”. Passava a semana toda escolhendo músicas prá tocar na terça. E o baterista sempre me acompanhando.
E meus amigos sempre lá, na primeira fila, sugerindo músicas, pedindo bis, dançando... Passaram-se meses sem que eu falhasse uma terça-feira sequer. Até que fiquei meio famoso na faculdade.
Uma terça-feira, na saída do Anfiteatro, um cara veio me convidar prá tocar numa danceteria que ia ser inaugurada na cidade. A única exigência era que eu levasse a minha banda e não tocasse sozinho (olha eu esquecendo do baterista de novo).
Ai começa outra historia...
Minhas aulas eram a tarde e depois das aulas a galera ficava no pátio da Universidade vendo as universitárias e jogando conversa fora até mandarem-nos embora.
Numa dessas noites eu ouvi sons de música ao vivo. E não era música de igreja. Era rock mesmo.
Perguntei de onde vinha aquilo e me contaram que era do anfiteatro da Faculdade. Fomos até lá. Um palco, uma banda tocando (meio desafinada, meio desencontrada) e umas poucas pessoas assistindo nas cadeiras estofadas e confortáveis do auditório (eram tão confortáveis que as vezes eu matava aula e ia dormir lá).
Perguntei pro bedel que estava na porta o que estava acontecendo e ele me explicou que toda terça-feira a noite havia “Palco Livre’ no Anfiteatro. Bastava se inscrever e tocar, cantar, dançar, declamar poesia, peça teatral, o que quisesse. Menos fazer strip tease. De início ri. Mas com o passar do tempo, vi cada maluco e cada coisa naquela faculdade que hoje entendo a proibição expressa do bedel.
Enquanto eu assistia, subiu um carinha com violão e cantou. Fraquinho, coitado. Uma banda de rock veio depois dele. Muito boa. Cantavam músicas de autoria própria somente. Umas meninas dançaram depois. E novamente subiu o carinha do violão.
Curioso que ele cantava mal, muito mal, mas tocava bem. E parecia que tinha algum tipo de “problema”, retardo mental, deficiência motora, não sei ao certo. Os amigos dele ficavam na platéia incentivando, aplaudindo, gritando e cantando junto. Isso o fazia acreditar que estava agradando e continuava. E o resto da platéia ia no embalo, até eu aplaudi e cantei. Era divertido “enganar” o carinha.
Meus amigos falaram prá eu subir no palco, afinal eu vivia contando que tinha uma banda de rock em Itapeva. Maldita mania de querer me aparecer pros outros. Pós-adolescência é fogo.
O imenso auditório do anfiteatro estava quase vazio. Nas primeira fileiras, uns 5 ou 6 amigos. No resto do auditório, mais umas 10 ou 15 pessoas. “Ah! Pouca gente mesmo. Se fizer feio, não tem problema”, pensei.
Subi no palco e perguntei ao baterista da banda que havia tocado, se ele podia me acompanhar. Cantarolei a música prá ele, pois ele não a conhecia. Ele topou. Lá fomos nós.
A música era "All My Loving", dos Beatles (claro, né?). Nervoso no começo, fui me soltando e meus amigos ali na primeira fila, começaram a bater palmas e cantar junto.
De início fiquei desconfiado. Seria eu o “carinha do violão” deles? Será que estavam me sacaneando também?
Terminei a música e meus amigos pediram outra. Amigos são uma beleza. Olhei pro bedel que atendia o palco e ele fez sinal com as mãos prá eu continuar.
Falei pro baterista o nome da música: “Camila, Camila”. Ele não conhecia também, mas falou: “vai que eu sigo você”. Baterista bom esse, mas alienado.
Agora sim, senti que agradei. Meus amigos saíram das poltronas e ficaram bem na frente do palco dançando e cantando. As outras pessoas também vieram prá perto. E foi entrando gente no auditório.
Nem olhei pro bedel quando terminei a música. E esqueci do baterista. Emendei a terceira música. Acho que era “Bichos Escrotos” dos Titãs. Dali seguiu-se quase o disco “Cabeça Dinossauro” (Titãs) inteiro.
Iniciava ali minha carreira solo. O palco era o lugar onde eu mais me encontrava. Onde eu mais me sentia em casa. Onde eu tinha “orgasmos siderais”. Passava a semana toda escolhendo músicas prá tocar na terça. E o baterista sempre me acompanhando.
E meus amigos sempre lá, na primeira fila, sugerindo músicas, pedindo bis, dançando... Passaram-se meses sem que eu falhasse uma terça-feira sequer. Até que fiquei meio famoso na faculdade.
Uma terça-feira, na saída do Anfiteatro, um cara veio me convidar prá tocar numa danceteria que ia ser inaugurada na cidade. A única exigência era que eu levasse a minha banda e não tocasse sozinho (olha eu esquecendo do baterista de novo).
Ai começa outra historia...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluirNossaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,
poderosoooooooooo, orgulho da irmã paca!!! Né minha anta amada????
Adoreiiiiiiiiiii!
Ahhh. que maldadeee Neto...
ResponderExcluirhehehe
Mas que bom que o show não foi um desastre, e eu ainda quero te ver cantando ^^
BeeijOs
Netaooo oiaa eu akii rsrsrsrs !! li kaze todas historiaas ...amnha termino de ler o ki falto !!! dexando comentario so rpa tu nun fika enxendo sacoooo visita meo blog visita meoo bloog nahahanhanaha !!!
ResponderExcluirBjOoo Aniii