sábado, 9 de maio de 2009

Lembranças... (9)


No tópico anterior eu contei a história da minha primeira vez num palco com a minha banda. Em 1986 eu fui fazer Análise de Sistemas na Faculdade Estadual de Ponta Grossa. Acreditem: já existia computadores naquela época.

Minhas aulas eram a tarde e depois das aulas a galera ficava no pátio da Universidade vendo as universitárias e jogando conversa fora até mandarem-nos embora.

Numa dessas noites eu ouvi sons de música ao vivo. E não era música de igreja. Era rock mesmo.

Perguntei de onde vinha aquilo e me contaram que era do anfiteatro da Faculdade. Fomos até lá. Um palco, uma banda tocando (meio desafinada, meio desencontrada) e umas poucas pessoas assistindo nas cadeiras estofadas e confortáveis do auditório (eram tão confortáveis que as vezes eu matava aula e ia dormir lá).

Perguntei pro bedel que estava na porta o que estava acontecendo e ele me explicou que toda terça-feira a noite havia “Palco Livre’ no Anfiteatro. Bastava se inscrever e tocar, cantar, dançar, declamar poesia, peça teatral, o que quisesse. Menos fazer strip tease. De início ri. Mas com o passar do tempo, vi cada maluco e cada coisa naquela faculdade que hoje entendo a proibição expressa do bedel.

Enquanto eu assistia, subiu um carinha com violão e cantou. Fraquinho, coitado. Uma banda de rock veio depois dele. Muito boa. Cantavam músicas de autoria própria somente. Umas meninas dançaram depois. E novamente subiu o carinha do violão.

Curioso que ele cantava mal, muito mal, mas tocava bem. E parecia que tinha algum tipo de “problema”, retardo mental, deficiência motora, não sei ao certo. Os amigos dele ficavam na platéia incentivando, aplaudindo, gritando e cantando junto. Isso o fazia acreditar que estava agradando e continuava. E o resto da platéia ia no embalo, até eu aplaudi e cantei. Era divertido “enganar” o carinha.

Meus amigos falaram prá eu subir no palco, afinal eu vivia contando que tinha uma banda de rock em Itapeva. Maldita mania de querer me aparecer pros outros. Pós-adolescência é fogo.

O imenso auditório do anfiteatro estava quase vazio. Nas primeira fileiras, uns 5 ou 6 amigos. No resto do auditório, mais umas 10 ou 15 pessoas. “Ah! Pouca gente mesmo. Se fizer feio, não tem problema”, pensei.

Subi no palco e perguntei ao baterista da banda que havia tocado, se ele podia me acompanhar. Cantarolei a música prá ele, pois ele não a conhecia. Ele topou. Lá fomos nós.

A música era "All My Loving", dos Beatles (claro, né?). Nervoso no começo, fui me soltando e meus amigos ali na primeira fila, começaram a bater palmas e cantar junto.

De início fiquei desconfiado. Seria eu o “carinha do violão” deles? Será que estavam me sacaneando também?

Terminei a música e meus amigos pediram outra. Amigos são uma beleza. Olhei pro bedel que atendia o palco e ele fez sinal com as mãos prá eu continuar.

Falei pro baterista o nome da música: “Camila, Camila”. Ele não conhecia também, mas falou: “vai que eu sigo você”. Baterista bom esse, mas alienado.

Agora sim, senti que agradei. Meus amigos saíram das poltronas e ficaram bem na frente do palco dançando e cantando. As outras pessoas também vieram prá perto. E foi entrando gente no auditório.

Nem olhei pro bedel quando terminei a música. E esqueci do baterista. Emendei a terceira música. Acho que era “Bichos Escrotos” dos Titãs. Dali seguiu-se quase o disco “Cabeça Dinossauro” (Titãs) inteiro.

Iniciava ali minha carreira solo. O palco era o lugar onde eu mais me encontrava. Onde eu mais me sentia em casa. Onde eu tinha “orgasmos siderais”. Passava a semana toda escolhendo músicas prá tocar na terça. E o baterista sempre me acompanhando.

E meus amigos sempre lá, na primeira fila, sugerindo músicas, pedindo bis, dançando... Passaram-se meses sem que eu falhasse uma terça-feira sequer. Até que fiquei meio famoso na faculdade.


Uma terça-feira, na saída do Anfiteatro, um cara veio me convidar prá tocar numa danceteria que ia ser inaugurada na cidade. A única exigência era que eu levasse a minha banda e não tocasse sozinho (olha eu esquecendo do baterista de novo).

Ai começa outra historia...

3 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Nossaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,
    poderosoooooooooo, orgulho da irmã paca!!! Né minha anta amada????
    Adoreiiiiiiiiiii!

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  2. Ahhh. que maldadeee Neto...
    hehehe
    Mas que bom que o show não foi um desastre, e eu ainda quero te ver cantando ^^
    BeeijOs

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  3. Netaooo oiaa eu akii rsrsrsrs !! li kaze todas historiaas ...amnha termino de ler o ki falto !!! dexando comentario so rpa tu nun fika enxendo sacoooo visita meo blog visita meoo bloog nahahanhanaha !!!

    BjOoo Aniii

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