Na minha curta carreira de advogado já me deparei com histórias incríveis de clientes. Contarei uma que ocorreu há alguns anos, sem, claro, citar nomes.
Estava iniciando a carreira e tinha acabado de montar meu escritório (na minha casa). Minha namorada (da época), me ajudava, fazendo as vezes de secretária.
Um dia entrou no escritório uma mulher carregando uma criança de colo. Minha secretária (??) anunciou e a fez entrar em minha sala. Por não ter mais ninguém no escritório, deixei a porta aberta.
Ela contou que queria fazer exame de DNA porque o pai da criança não assumia o filho. Expliquei prá ela que seria ação de investigação de paternidade e que seria demorada. E comecei a entrevistá-la.
Nome? Data de Nascimento? Endereço? Nome do suposto pai? Endereço do suposto pai?
Como de praxe, temos que nos interar da história do cliente, prá convencer o Juiz de que o fato realmente aconteceu. E perguntei prá ela quanto tempo ela se relacionou com o rapaz. Não lembro qual foi a resposta, mas era pouco tempo. Logo suspeitei que não foram casados ou namorados.
"Então vocês não foram casados?”, ao que ela respondeu negativamente. “Namorados?”, também disse que não. “Então como era o relacionamento de vocês?”.
Juro que a pergunta foi inocente, querendo apenas saber se eles ficavam ou eram amantes. E ela respondeu:
“- Olha doutor, disse ela já vermelha, as vezes ele vem por trás, outras vezes eu sento em cima, e...”.
Interrompi na hora. Vermelho também. Ao fundo, escutei uma risadinha escapando. Era minha namo-secretária rindo na ante-sala.
Disse que eu queria saber se eles eram amantes ou só ficantes. Ela voltou a cor normal e disse que “saiam às vezes”.
Perguntei (meio com medo, pois é uma pergunta difícil de se fazer), como ela tinha certeza que ele era o pai e se usaram camisinha nas relações. E ela disse:
“- Sabe, doutor, ele sempre usou camisinha.”
Eu disse que então dificilmente ele seria o pai. E ela completou:
“- Ele usava ela, virava do outro lado e usava de novo. Daí a moça do Posto de Saúde disse que isso engravida. Por isso que eu sei que é ele”.
Juro que ouvi mais risadas vindo da ante-sala. Me segurei prá não rir também. E continuei a entrevista:
“- Mas vocês ainda estão juntos ou terminaram?”. Ela respondeu que terminaram. E perguntei o motivo.
“Ah, doutor. É que ultimamente ele deu prá me mandar lavar as camisinhas que ele usava comigo e pendurar no varal. Desaforo isso, né?”
Nisso escutei passos de alguém correndo na ante-sala. Era minha secretária voando pro banheiro prá poder rir mais a vontade. Enquanto eu, ali na frente da mulher, suava tentando segurar uma gargalhada que teimava em escapar pelo canto da boca.
Lembrei dessa história porque esta semana veio o resultado do exame do DNA: o cara não é o pai!!!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
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Inacreditável!!!!
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk