Sábado passado passei em frente à danceteria da cidade e vi uma movimentação diferente. Como eu sabia que naquele sábado não teria balada, aproximei-me curioso e descobri do que se tratava: Noite da Balada Gospel, com alguns jovens comprando ingressos, outros vendendo, outros decorando o ambiente.
Como ao lado da danceteria tem uma sorveteria, comprei um sorvete, sentei num banco e fiquei olhando o pessoal e pensando. Enquanto pensava, caixas e mais caixas de refrigerantes entravam na danceteria. Algumas camisetas eram distribuídas. E eu lá, imaginando como deveria ser uma balada gospel: sem cerveja, sem cigarro, sem qualquer tipo de álcool.
Mas será que xavecar pode? Imaginei um xaveco gospel: “Em nome de Jesus, me dá um beijo na boca?”. Mas será que beijo na boca pode? É pecado? Acho que não, desde que não seja beijo de língua.
Mas brincadeiras à parte, meus pensamentos me levaram à minha adolescência, quando meus pais me aconselhavam e explicavam os riscos do mundo. Cuidado com quem andava, não beber, não fumar (esses dois conselhos acho que tava dormindo, porque não adiantou muito), cuidado com drogas, dirigir com cuidado, não aceitar bebida de estranhos, pois poderia ter alguma “bolinha” dentro, etc...
Meus pais me prepararam pra enfrentar o mundo, seja o lugar que eu estivesse. Numa balada cheio de bêbados, drogados ou numa balada gospel. Tive uma educação rígida e eles moldaram meu caráter pra ser responsável em qualquer lugar que estivesse.
Lembrei também, quando tinha 16 anos e freqüentava a igreja católica, que indaguei o Padre Alampe, se era pecado pular carnaval, ao que ele me disse: “Filho, se você for com pensamento ruim, querendo fazer mal à alguém, usar drogas, procurar brigas, maltratar ou destratar pessoas, você estará pecando seja no carnaval, no baile da igreja ou até mesmo dentro da igreja. É sua consciência que dirá se é pecado brincar o carnaval ou não. Se você for apenas se divertir, não será. Do contrário...”.
Segui os ensinamentos de meus pais e do Padre Alampe. Em toda minha vida freqüentei vários carnavais e baladas, desde as de classes mais baixas até as de elite, e nunca dei vexame, nunca briguei, nunca fiz nada que envergonhasse a mim ou aos meus pais, ou que minha consciência pesasse.
Então, não é o local que decidirá meu comportamento e sim minha índole e consciência que me fará comportar de maneira correta.
Voltando à balada gospel, fiquei pensando: será que os ensinamentos que os pais e pastores dão aos filhos e fiéis não bastam pra que eles enfrentem a vida e carnavais, baladas e encontros que não sejam gospel? Eles só podem ir em bailes gospel porquê? Porque, teoricamente, nesses lugares não há perigo, já que não tem álcool e drogas? Que mundo cor de rosa esse...
Mas no dia a dia, há o perigo de encontrar drogas, álcool e outras coisas “do diabo”. Então porque “separar” as pessoas ao invés de educa-las? Já não basta a separação cega que se está criando, com locais exclusivos para negros (faculdades, clubes, etc), para mulheres (vagões de metrô e trens), ou para GLS (bailes e passeatas)??? Agora vai criar separação para os evangélicos também?
Acho que a educação e religião se enganam. Devem preparar a pessoa pra enfrentar todos os lugares. Entrar em todos os lugares sem se deixar cair em tentação.
Assim como os negros não devem se exilar em recintos próprios para eles (pois estão praticando o racismo contra os brancos, amarelos e vermelhos), os evangélicos deveriam poder freqüentar baladas, mesmo que haja drogas e bebidas, pois acredita-se que iriam às baladas para divertir e não para consumir essas coisas, já que pra isso, nem é preciso sair de casa.
Sinto saudades da minha infância e adolescência, quando brancos, negros, vermelhos, homens, mulheres, evangélicos, presbiterianos, católicos (desculpem-me os gays, mas os que eram, não diziam), se reuniam, brincavam, divertiam e estavam sempre juntos.
Hoje, o mundo torna-se, cada vez mais, um grande salão cheio de divisórias, com cada “tribo” ficando apenas com os seus “semelhantes”, esquecendo-se que somos todos pertencentes de uma mesma raça (a humana) e filhos de um mesmo Deus!
Nesse ritmo, aguardem para breve: bar, pizzaria, danceteria, escola, clube e empresas apenas para evangélicos ou negros ou mulheres. E cada vez mais vamos distanciando-nos uns dos outros.
Como ao lado da danceteria tem uma sorveteria, comprei um sorvete, sentei num banco e fiquei olhando o pessoal e pensando. Enquanto pensava, caixas e mais caixas de refrigerantes entravam na danceteria. Algumas camisetas eram distribuídas. E eu lá, imaginando como deveria ser uma balada gospel: sem cerveja, sem cigarro, sem qualquer tipo de álcool.
Mas será que xavecar pode? Imaginei um xaveco gospel: “Em nome de Jesus, me dá um beijo na boca?”. Mas será que beijo na boca pode? É pecado? Acho que não, desde que não seja beijo de língua.
Mas brincadeiras à parte, meus pensamentos me levaram à minha adolescência, quando meus pais me aconselhavam e explicavam os riscos do mundo. Cuidado com quem andava, não beber, não fumar (esses dois conselhos acho que tava dormindo, porque não adiantou muito), cuidado com drogas, dirigir com cuidado, não aceitar bebida de estranhos, pois poderia ter alguma “bolinha” dentro, etc...
Meus pais me prepararam pra enfrentar o mundo, seja o lugar que eu estivesse. Numa balada cheio de bêbados, drogados ou numa balada gospel. Tive uma educação rígida e eles moldaram meu caráter pra ser responsável em qualquer lugar que estivesse.
Lembrei também, quando tinha 16 anos e freqüentava a igreja católica, que indaguei o Padre Alampe, se era pecado pular carnaval, ao que ele me disse: “Filho, se você for com pensamento ruim, querendo fazer mal à alguém, usar drogas, procurar brigas, maltratar ou destratar pessoas, você estará pecando seja no carnaval, no baile da igreja ou até mesmo dentro da igreja. É sua consciência que dirá se é pecado brincar o carnaval ou não. Se você for apenas se divertir, não será. Do contrário...”.
Segui os ensinamentos de meus pais e do Padre Alampe. Em toda minha vida freqüentei vários carnavais e baladas, desde as de classes mais baixas até as de elite, e nunca dei vexame, nunca briguei, nunca fiz nada que envergonhasse a mim ou aos meus pais, ou que minha consciência pesasse.
Então, não é o local que decidirá meu comportamento e sim minha índole e consciência que me fará comportar de maneira correta.
Voltando à balada gospel, fiquei pensando: será que os ensinamentos que os pais e pastores dão aos filhos e fiéis não bastam pra que eles enfrentem a vida e carnavais, baladas e encontros que não sejam gospel? Eles só podem ir em bailes gospel porquê? Porque, teoricamente, nesses lugares não há perigo, já que não tem álcool e drogas? Que mundo cor de rosa esse...
Mas no dia a dia, há o perigo de encontrar drogas, álcool e outras coisas “do diabo”. Então porque “separar” as pessoas ao invés de educa-las? Já não basta a separação cega que se está criando, com locais exclusivos para negros (faculdades, clubes, etc), para mulheres (vagões de metrô e trens), ou para GLS (bailes e passeatas)??? Agora vai criar separação para os evangélicos também?
Acho que a educação e religião se enganam. Devem preparar a pessoa pra enfrentar todos os lugares. Entrar em todos os lugares sem se deixar cair em tentação.
Assim como os negros não devem se exilar em recintos próprios para eles (pois estão praticando o racismo contra os brancos, amarelos e vermelhos), os evangélicos deveriam poder freqüentar baladas, mesmo que haja drogas e bebidas, pois acredita-se que iriam às baladas para divertir e não para consumir essas coisas, já que pra isso, nem é preciso sair de casa.
Sinto saudades da minha infância e adolescência, quando brancos, negros, vermelhos, homens, mulheres, evangélicos, presbiterianos, católicos (desculpem-me os gays, mas os que eram, não diziam), se reuniam, brincavam, divertiam e estavam sempre juntos.
Hoje, o mundo torna-se, cada vez mais, um grande salão cheio de divisórias, com cada “tribo” ficando apenas com os seus “semelhantes”, esquecendo-se que somos todos pertencentes de uma mesma raça (a humana) e filhos de um mesmo Deus!
Nesse ritmo, aguardem para breve: bar, pizzaria, danceteria, escola, clube e empresas apenas para evangélicos ou negros ou mulheres. E cada vez mais vamos distanciando-nos uns dos outros.
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