Carta Aberta Aos Meus "Amigos"
Há alguns meses fui acusado por uma amiga... alias, mais que amiga... alguém que eu considerava uma irmãzinha... de ter dito e feito uma coisa... Juro por tudo que é mais sagrado que não disse e nem fiz.
Ela preferiu acreditar em outra pessoa (talvez em razão do parentesco) e me acusou de várias coisas, dizendo que as brigas que havia na turma era sempre minha culpa, que eu não era confiável, entre outras coisas...
Tentei argumentar com ela. Conversar. Mas ela não quis ouvir minha “versão”. Em momento algum eu ia pedir desculpas, porque não fiz. Apenas mostrar que eu não tinha feito. E ia provar na frente da pessoa que havia dito a ela. Mas ela fugiu. Sumiu.
O pior de tudo é que ela fazia (e ainda faz) parte da turma que eu freqüentava. Da turma que estava comigo há mais de 10 anos. Da turma que eu considerava mais que amigos: IRMÃOS.
Fui um a um, em todos meus amigos, conversar com eles. Ouvir deles se eu tinha comentado algo sobre ela. Se acreditavam em mim. Foram unânimes em dizer que eu nunca tinha dito nada a eles e que “confiavam”.
Ora, se com eles, que são meus irmãos e eu confio, eu não falei nada, porque eu falaria pra um desconhecido, como ela me acusa? Isso, por si só, provaria que não falei e nem fiz.
Mas tudo bem. Tenho minha consciência tranqüila. Não fiz nada do que ela disse. Nem dessa vez e nem das outras (que ela também acusou).
Perdi a amizade dela. Sinto muito por isso. Ela era minha irmãzinha e eu a amava muito.
Mas... mais que isso: perdi a amizade dos outros “amigos”. Não por eles. Mas por mim.
Porque me doeu muito uma coisa que eles fizeram. Ou melhor: uma coisa que NÃO FIZERAM!
Quando comentei com eles o que havia acontecido, esperava deles palavras de conforto, que ficassem do meu lado, afinal me conhecem como poucos... que me dessem força, me defendessem, e que confiassem que eu não havia feito e nem dito nada. Esperava mais: esperava que intercedessem em minha causa. Que me defendessem perante minha amiga. Não que brigassem com ela, mas que conversassem e intermediassem uma conversa. Que mostrassem prá ela que eu nunca faria isso.
O que eles fizeram? NADA! Absolutamente NADA.
Pensei, de coração, que eu tinha amigos. Amigos que eu sempre defendi. Que eu sempre lutei por eles. Que, quando dava encrenca na turma, eu tentava amenizar (ao contrário do que ela me acusou).
Mas descobri que eu era amigo de churrasco apenas. Amigo de cervejada. Aquele amigo que vai na casa do amigo e leva 10 reais pra festa.
Como não me defenderam, devem pensar de mim a mesma coisa que ela pensa. Que fui eu quem falou e fez o que ela tanto me acusa.
Afastei-me de todos. Não os tenho mais como amigos. Nem posso tê-los assim. Porque na hora que mais precisei, não foram meus amigos, meus irmãos. Foram simples colegas, que ouviram tudo e ficaram na deles.
Sei que eles continuam amigos entre eles. E desejo vida longa à amizade deles. Ainda me dói não participar da turma. Sempre fico sabendo de suas festas, reuniões e bagunças... Dói muito, mas é a vida.
O tempo é sábio. É o senhor de todos os males. Quem me difamou, sabe o que fez. Sabe que mentiu. E vai ter que tomar cuidado redobrado daqui pra frente, porque não sou eu quem vai fazer a sua máscara cair. Ele próprio fará! Pois isso é da índole dele. É da alma dele. Ele é mentiroso. Não vai mudar. Vai prejudicar outras pessoas. Por isso que tá patinando até hoje.
E a minha amiga vai “descobrir” ele. E vai ver que “escolheu” a pessoa errada pra acreditar. Não tenho pressa. Um dia a verdade aparecerá. Sei disso!
Já meus ex-“amigos”... desejo toda felicidade do mundo. Sem mágoas. Apenas torço pra que um não precise do outro um dia, pois pode acontecer de ser abandonado como eu fui!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Aviso
Faz tempo que não atualizo meu blog.
E por isso, ando recebendo várias "cobranças".
Prá sossegar meus seguidores (fãs), aviso aqui q estou voltando..
bjus e abraços a todos...
E por isso, ando recebendo várias "cobranças".
Prá sossegar meus seguidores (fãs), aviso aqui q estou voltando..
bjus e abraços a todos...
domingo, 21 de março de 2010
Pensando... (20)
Este texto chegou por e.mail e concordo tanto que resolvi postá-lo aqui...
Parabéns, Danilo Gentili...
Danilo Gentili (CQC) e sua resposta GENIAL.
O humorista Danilo Gentili postou (twitou? sei lá) a seguinte piada no seu twitter:
"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"
A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de maugosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade", avalia Vicente.
Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog: "Alguém pode me dar umaexplicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL) "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito."
Mas calma, essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESSA:
"Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?
Quem propagou a idéia que "negro" é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra". Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lode macaco. E sim de burro.
Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.
Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando: - O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.
Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q. I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.
Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação idiota. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa.Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.
Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.
Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos".
Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava aoutra e as vendia para os brancos sujos.
Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou"afro-descendente", tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."
Parabéns, Danilo Gentili...
Danilo Gentili (CQC) e sua resposta GENIAL.
O humorista Danilo Gentili postou (twitou? sei lá) a seguinte piada no seu twitter:
"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"
A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de maugosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade", avalia Vicente.
Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog: "Alguém pode me dar umaexplicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL) "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito."
Mas calma, essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESSA:
"Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?
Quem propagou a idéia que "negro" é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra". Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lode macaco. E sim de burro.
Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.
Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando: - O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.
Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q. I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.
Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação idiota. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa.Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.
Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.
Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos".
Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava aoutra e as vendia para os brancos sujos.
Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou"afro-descendente", tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Pílulas... (11)
TEORIA DO BÚFALO
Quando uma manada de búfalos é caçada, só os búfalos mais fracos e lentos, em geral doentes, que estão atrás do rebanho, são mortos primeiro. Essa seleção natural é boa para a manada como um todo, porque aumenta a velocidade média e a saúde de todo o rebanho, pela matança regular dos seus membros mais fracos.
De forma parecida opera o cérebro humano: beber álcool em excesso, como nós sabemos, mata neurônios, mas, naturalmente, ele ataca os neurônios mais fracos e lentos primeiro.
Neste caso, o consumo regular de cerveja, cachaça, whisky, vinho, rum, vodka, elimina os neurônios mais lentos, tornando seu cérebro uma máquina mais rápida e eficiente.
E mais: 23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool. Isto significa que os outros 77% dos acidentes são causados pelos filhos da puta que bebem água, suco, refrigerante ou outras porcarias!
Colabore!
JÁ PRO BUTECO!!!
Quando uma manada de búfalos é caçada, só os búfalos mais fracos e lentos, em geral doentes, que estão atrás do rebanho, são mortos primeiro. Essa seleção natural é boa para a manada como um todo, porque aumenta a velocidade média e a saúde de todo o rebanho, pela matança regular dos seus membros mais fracos.
De forma parecida opera o cérebro humano: beber álcool em excesso, como nós sabemos, mata neurônios, mas, naturalmente, ele ataca os neurônios mais fracos e lentos primeiro.
Neste caso, o consumo regular de cerveja, cachaça, whisky, vinho, rum, vodka, elimina os neurônios mais lentos, tornando seu cérebro uma máquina mais rápida e eficiente.
E mais: 23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool. Isto significa que os outros 77% dos acidentes são causados pelos filhos da puta que bebem água, suco, refrigerante ou outras porcarias!
Colabore!
JÁ PRO BUTECO!!!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Lembranças... (31)
"... não me leve à mal, hoje é carnaval..."
Carnaval chegando... E com ele, milhares de lembranças me vêem à cabeça...
Principalmente os inesquecíveis carnavais de salão do Itapeva Clube, dos anos 80, quando montávamos blocos com mais de 80 pessoas. Nosso bloco era tradicional na cidade. Chamava-se S.E.D.A.M. (leia-se Sedam), abreviação para “Sociedade Etílica e Desportiva Andorinhas do Mé”. Explicação pro nome? É que uma andorinha apenas não faz verão, assim como uma cerveja só não faz a festa.
Para entrar no nosso bloco era simples. Bastava pagar uma taxa (no valor da camiseta) e mais uma caixa de cerveja. Simples, né? Detalhe que mesmo com 80 pessoas, sendo metade mulheres, na segunda-feira de carnaval tínhamos que comprar mais 80 caixas de cerveja.
Nosso carnaval começava no sábado a tarde, no tradicional jogo de futebol contra a equipe da Maringá (fábrica de cimento de Itapeva). O detalhe do jogo era que to
dos iam vestidos de mulher (tenho fotos, um dia eu posto). Ah... outro detalhe: havia várias caixas de cervejas espalhadas pelo campo de futebol. Ou seja: um pique e uma parada pra beber. A bola? Ninguém se preocupava com ela. Quando saia gol, era uma viadagem louca. As comemorações eram as mais engraçadas. Acreditem: ia gente da cidade inteira assistir o jogo e dar risadas. Logo se vê que futebol mesmo não tinha, né? Era mais uma desculpa pra beber. 
A noite começava o carnaval de Salão do Itapeva Clube. Nos reuníamos na “concentração” no começo da noite. Geralmente era algum galpão alugado. Ficávamos bebendo até as 23h30, quando todos, em bloco, seguiam para o sal
ão do Itapeva Clube.
O Marcão Pateta tinha uma caminhote com a caçamba fechada e colocávamos uma caixa gigante de isopor na carroceria, cheia de cerveja e ela era estacionada próximo ao Clube... Entravamos no salão, dançávamos, brincávamos e, bastava um se dirigir pra caminhonete e lá ia o bloco inteiro, beber na frente do Clube.
Isso ia até as 4 da manhã, quando terminava o “baile”. Daí, seguíamos à Padaria do Tio Toninho, aguardando que abrisse pra tomar um café da manhã com pãozinho feito na hora.
Depois do café, íamos para a entrada da piscina do Itapeva Clube e ficávamos esperando até as 8 da manhã, para nadar e curar a ressaca. Ficávamos até o meio dia, quando todo mundo ia pra casa almoçar.
O descanso era até as 15:00 horas, pois tínhamos que estar na frente do Clube para a matiné das crianças. Claro que não deixavam a gente entrar no clube, mas como a caminhonete do Marcão já estava estacionada lá na frente e a caixa de isopor “abastecida”, ficávamos dançando na rua, ouvindo o som das marchinhas que a banda tocava no salão.
Essa matiné na rua durava até as 18h00. Era quando íamos pra casa tomar banho e jantar, pois as 19:00 devíamos estar na concentração, pois ia começar tudo de novo: salão, caminhonete, padaria, piscina, matiné, etc. Quem se atrasasse iria ficar algumas caixas de cerveja atrasado e isso, eu garanto, ninguém queria.
Isso ia até quarta-feira de cinzas... que ao nosso ver, deveria se chamar Quarta-Feira-de-Pó, pois o povo todo ficava um bagaço após os 4 dias de folia.
Mas foram carnavais inesquecíveis. Pela turma. Pela amizade. Pelas brincadeiras de salão. Pela não violência e sexualidade explícita que existe nos carnavais de hoje. E, principalmente, pelas inúmeras bebedeiras homéricas, com visitas noturnas ao Pronto Socorro da Santa Casa, levando amigos bêbados para tomar glicose.
Aliás, por conta disso, criamos as “Estrelas”. Cada um que tomava glicose, ganhava uma “Estrela”. E acreditem: isso era demérito, pois os bêbados profissionais não tinham estrelas. Apenas os bêbados amadores.
E eu nunca ganhei estrela. Até hoje...
Bom... eu ia escrever sobre um fato engraçado que aconteceu num carnaval em especial. E acabei relembrando vários carnavais em um único post. Mas vamos à esse “carnaval em especial”, que foi quando me fantasiei de bailarina....
Carnaval chegando... E com ele, milhares de lembranças me vêem à cabeça...
Principalmente os inesquecíveis carnavais de salão do Itapeva Clube, dos anos 80, quando montávamos blocos com mais de 80 pessoas. Nosso bloco era tradicional na cidade. Chamava-se S.E.D.A.M. (leia-se Sedam), abreviação para “Sociedade Etílica e Desportiva Andorinhas do Mé”. Explicação pro nome? É que uma andorinha apenas não faz verão, assim como uma cerveja só não faz a festa.
Para entrar no nosso bloco era simples. Bastava pagar uma taxa (no valor da camiseta) e mais uma caixa de cerveja. Simples, né? Detalhe que mesmo com 80 pessoas, sendo metade mulheres, na segunda-feira de carnaval tínhamos que comprar mais 80 caixas de cerveja.
Nosso carnaval começava no sábado a tarde, no tradicional jogo de futebol contra a equipe da Maringá (fábrica de cimento de Itapeva). O detalhe do jogo era que to
dos iam vestidos de mulher (tenho fotos, um dia eu posto). Ah... outro detalhe: havia várias caixas de cervejas espalhadas pelo campo de futebol. Ou seja: um pique e uma parada pra beber. A bola? Ninguém se preocupava com ela. Quando saia gol, era uma viadagem louca. As comemorações eram as mais engraçadas. Acreditem: ia gente da cidade inteira assistir o jogo e dar risadas. Logo se vê que futebol mesmo não tinha, né? Era mais uma desculpa pra beber. 
A noite começava o carnaval de Salão do Itapeva Clube. Nos reuníamos na “concentração” no começo da noite. Geralmente era algum galpão alugado. Ficávamos bebendo até as 23h30, quando todos, em bloco, seguiam para o sal
ão do Itapeva Clube.O Marcão Pateta tinha uma caminhote com a caçamba fechada e colocávamos uma caixa gigante de isopor na carroceria, cheia de cerveja e ela era estacionada próximo ao Clube... Entravamos no salão, dançávamos, brincávamos e, bastava um se dirigir pra caminhonete e lá ia o bloco inteiro, beber na frente do Clube.
Isso ia até as 4 da manhã, quando terminava o “baile”. Daí, seguíamos à Padaria do Tio Toninho, aguardando que abrisse pra tomar um café da manhã com pãozinho feito na hora.
Depois do café, íamos para a entrada da piscina do Itapeva Clube e ficávamos esperando até as 8 da manhã, para nadar e curar a ressaca. Ficávamos até o meio dia, quando todo mundo ia pra casa almoçar.
O descanso era até as 15:00 horas, pois tínhamos que estar na frente do Clube para a matiné das crianças. Claro que não deixavam a gente entrar no clube, mas como a caminhonete do Marcão já estava estacionada lá na frente e a caixa de isopor “abastecida”, ficávamos dançando na rua, ouvindo o som das marchinhas que a banda tocava no salão.
Essa matiné na rua durava até as 18h00. Era quando íamos pra casa tomar banho e jantar, pois as 19:00 devíamos estar na concentração, pois ia começar tudo de novo: salão, caminhonete, padaria, piscina, matiné, etc. Quem se atrasasse iria ficar algumas caixas de cerveja atrasado e isso, eu garanto, ninguém queria.
Isso ia até quarta-feira de cinzas... que ao nosso ver, deveria se chamar Quarta-Feira-de-Pó, pois o povo todo ficava um bagaço após os 4 dias de folia.
Mas foram carnavais inesquecíveis. Pela turma. Pela amizade. Pelas brincadeiras de salão. Pela não violência e sexualidade explícita que existe nos carnavais de hoje. E, principalmente, pelas inúmeras bebedeiras homéricas, com visitas noturnas ao Pronto Socorro da Santa Casa, levando amigos bêbados para tomar glicose.
Aliás, por conta disso, criamos as “Estrelas”. Cada um que tomava glicose, ganhava uma “Estrela”. E acreditem: isso era demérito, pois os bêbados profissionais não tinham estrelas. Apenas os bêbados amadores.
E eu nunca ganhei estrela. Até hoje...
Bom... eu ia escrever sobre um fato engraçado que aconteceu num carnaval em especial. E acabei relembrando vários carnavais em um único post. Mas vamos à esse “carnaval em especial”, que foi quando me fantasiei de bailarina....
Lembranças... (30)
"Foi num carnaval que passou..."
Eu tinha 17 anos e... era carnaval.
No carnaval do ano anterior, eu e meus amigos tínhamos ido de “Empregadas Malucas”. Pintamo-nos com tinta preta, vestimos roupas de nossas mães e demos um show à parte no Salão. No concurso de fantasia ficamos em segundo lugar. Sem mágoas, gente, mas o primeiro lugar ficou prá fantasia do vice-presidente do Itapeva Clube, onde era realizado o baile de carnaval. Curioso, né?
Mas bem... esse carnaval, em especial, foi no ano de 1985. Estávamos eu, Norberto, Marcelo Zacharias e Dimas (Demétrio). Tarde do sábado de carnaval... a gente bebendo cerveja e bolando alguma fantasia pra ir à noite.
O Marcelo Zacharias era o campeão das idéias. Só que eu sempre me ferrava nas suas idéias malucas de fantasias. Basta dizer que na noite seguinte ele arrumou um vestido de noiva, com véu e grinalda.. e adivinhem quem foi a “noiva”???? Pois é... eu...
Mas nesse sábado, ele teve a (infeliz) idéia que deveríamos ir de bailarina. E na hora ligou pra sua irmã que se prontificou de fazer nossas “saias” de papel crepom (não sei se é assim que se escreve).
A idéia era a seguinte: emprestaríamos um “colant” de nossas mães, usaríamos a saia de papel crepom que sua irmã iria fazer, colocaríamos um meião de futebol e um tênis ki-chute (lembram daquele tênis preto que parecia chuteira de futebol?). Essa era a fantasia. Claro que ainda teria a maquiagem.
Compramos o papel crepom e levamos prá irmã do Marcelo que ia costurar nossas saias. Por determinação do Marcelo, deveríamos ir às nossas casas e pegar o “colant” de nossas mães para experimentar a fantasia. Lá fomos buscar o “colant” em nossas casas.
Fomos? Não. Só eu fui, pois o Marcelo combinou com o Norberto e o Dimas para não irem. Ao invés disso, ficaram na casa dele bebendo cerveja, enquanto a cobaia aqui desceu até em casa e pegou um “colant”, sem que minha mãe visse, é claro.
De volta à casa do Marcelo, a primeira saia já estava pronta. Bem costurada pela sua irmã, decidimos experimentar. Sugeri tirar no par ou impar, mas fui alertado que somente eu tinha um “colant” naquele momento. Na hora saquei que me fizeram de besta. Mas o pior ainda viria... acreditem!
A saia feita pela irmã do Marcelo era minúscula e ficava praticamente na horizontal, ou seja, totalmente reta. Não cobria nada. Eu tinha levado o “colant” mas nem me toquei de levar um shorts. O jeito foi vestir o “colant” de mamãe, sem shorts mesmo.
Pra quem não me conhece e não conhece minha mãe, vai aqui uma breve apresentação: eu tenho 1,90m e mamãe, 1,67m. Ou seja, o “colant” entrou, vestiu, mas se eu esticasse o corpo, ganhava um belo maiô fio-dental que a saia, totalmente reta, não escondia em nada...
Quando coloquei o “colant” e a saia, meus “amigos” riram muito. A irmã do Marcelo até parou de costurar as outras saias para rir. Devo admitir que ficou muito engraçado mesmo. Entrei na brincadeira e dei uns rodopios e pulos, sempre puxando a parte de trás do “colant” pra baixo, pois o tal do fio-dental incomoda prá burro.
Como estávamos no porão da casa do Marcelo, ele sugeriu subíssemos pra mostrar a fantasia para sua madrasta que estava na sala, supostamente, vendo TV.
Mariliza, a madrasta do Marcelo, sempre foi uma pessoa jovem de espírito e sempre dávamos boas gargalhadas com ela, que nos fazia sentir em casa, tamanha simpatia.
Não vi nada demais, afinal eu (e todos) adorava a Mariliza, que era como uma amiga mais velha da turma.
Subimos e paramos em frente da porta da sala que estava fechada. O Marcelo sugeriu que eu viesse correndo enquanto ele abria a porta e eu desse um salto para dentro da sala, onde estava a Mariliza. Concordei, afinal já estava na “chuva” mesmo...
Preparei-me. Respirei. Bolei um salto incrível. E saí em disparada, enquanto o Marcelo abria a porta...
Ele abriu e eu pulei. Dei um salto incrível. Me senti um bailarino da Companhia Russa de Balet. Um verdadeiro Michael Barichinicov.
Com o impulso que dei, somado à esticada de pernas (que não são curtas) e as mãos em formato de coração acima da cabeça, consegui pousar no centro da sala, onde estava a Mariliza. O que o Marcelo não me contou é que aquele era o dia do chá das Mulheres do Rotary Club de Itapeva.
Olhei à minha volta e vi umas 30 senhoras olhando com os olhos esbugalhados para mim. Pobre Neto. No centro da sala, vestido com uma minúscula saia rosa de papel crepom e um “colant” totalmente atolado na bunda. Pra completar a desgraça, o “colant” apertado de mamãe resolveu subir de vez e separou meus testículos, fazendo-os sair, um pra cada lado do maiô.
Ouvi alguns engasgos, uns tossidos e, lá fora da sala, muitas risadas. Gargalhadas mesmo. Era o Marcelo, Dimas e Norberto, que rolavam no chão de tanto rir.
Fiquei paralisado na ponta dos pés, com os braços levantados e totalmente sem ação, até que uma das senhoras gritou algo do tipo “Meu Deus, que é isso?”. Com um sorriso amarelo, pedi desculpas, abaixei a saia tentando esconder minha a frente e o verso (não tampou nada!!!) e me encaminhei em direção da porta, querendo matar o Marcelo.
Em tempo: como lição do vexatório teste vespertino, todos colocaram um estratégico shorts por cima do “colant”, para evitar algum tipo de constrangimento no salão.
Ao entrar no salão do Itapeva Clube, onde a banda já tocava as tradicionais marchinhas de carnaval, dei de cara com um senhor de bigode, meio careca e conhecido pelo seu estilo ultra-conservador: meu pai.
Tentei me esconder dele, mas o Norberto foi mais rápido e tascou um super-beijo na sua careca, fazendo-o virar-se para mim e me encarar com um olhar de reprovação.
O carnaval dele acabou naquela hora. Eu ainda fiquei até as 4 da manhã brigando com aquele “colant” que teimava em, hora virar fio-dental a cada passo dado, hora virar divisor de testículos...
No carnaval do ano anterior, eu e meus amigos tínhamos ido de “Empregadas Malucas”. Pintamo-nos com tinta preta, vestimos roupas de nossas mães e demos um show à parte no Salão. No concurso de fantasia ficamos em segundo lugar. Sem mágoas, gente, mas o primeiro lugar ficou prá fantasia do vice-presidente do Itapeva Clube, onde era realizado o baile de carnaval. Curioso, né?
Mas bem... esse carnaval, em especial, foi no ano de 1985. Estávamos eu, Norberto, Marcelo Zacharias e Dimas (Demétrio). Tarde do sábado de carnaval... a gente bebendo cerveja e bolando alguma fantasia pra ir à noite.
O Marcelo Zacharias era o campeão das idéias. Só que eu sempre me ferrava nas suas idéias malucas de fantasias. Basta dizer que na noite seguinte ele arrumou um vestido de noiva, com véu e grinalda.. e adivinhem quem foi a “noiva”???? Pois é... eu...
Mas nesse sábado, ele teve a (infeliz) idéia que deveríamos ir de bailarina. E na hora ligou pra sua irmã que se prontificou de fazer nossas “saias” de papel crepom (não sei se é assim que se escreve).
A idéia era a seguinte: emprestaríamos um “colant” de nossas mães, usaríamos a saia de papel crepom que sua irmã iria fazer, colocaríamos um meião de futebol e um tênis ki-chute (lembram daquele tênis preto que parecia chuteira de futebol?). Essa era a fantasia. Claro que ainda teria a maquiagem.
Compramos o papel crepom e levamos prá irmã do Marcelo que ia costurar nossas saias. Por determinação do Marcelo, deveríamos ir às nossas casas e pegar o “colant” de nossas mães para experimentar a fantasia. Lá fomos buscar o “colant” em nossas casas.
Fomos? Não. Só eu fui, pois o Marcelo combinou com o Norberto e o Dimas para não irem. Ao invés disso, ficaram na casa dele bebendo cerveja, enquanto a cobaia aqui desceu até em casa e pegou um “colant”, sem que minha mãe visse, é claro.
De volta à casa do Marcelo, a primeira saia já estava pronta. Bem costurada pela sua irmã, decidimos experimentar. Sugeri tirar no par ou impar, mas fui alertado que somente eu tinha um “colant” naquele momento. Na hora saquei que me fizeram de besta. Mas o pior ainda viria... acreditem!
A saia feita pela irmã do Marcelo era minúscula e ficava praticamente na horizontal, ou seja, totalmente reta. Não cobria nada. Eu tinha levado o “colant” mas nem me toquei de levar um shorts. O jeito foi vestir o “colant” de mamãe, sem shorts mesmo.
Pra quem não me conhece e não conhece minha mãe, vai aqui uma breve apresentação: eu tenho 1,90m e mamãe, 1,67m. Ou seja, o “colant” entrou, vestiu, mas se eu esticasse o corpo, ganhava um belo maiô fio-dental que a saia, totalmente reta, não escondia em nada...
Quando coloquei o “colant” e a saia, meus “amigos” riram muito. A irmã do Marcelo até parou de costurar as outras saias para rir. Devo admitir que ficou muito engraçado mesmo. Entrei na brincadeira e dei uns rodopios e pulos, sempre puxando a parte de trás do “colant” pra baixo, pois o tal do fio-dental incomoda prá burro.
Como estávamos no porão da casa do Marcelo, ele sugeriu subíssemos pra mostrar a fantasia para sua madrasta que estava na sala, supostamente, vendo TV.
Mariliza, a madrasta do Marcelo, sempre foi uma pessoa jovem de espírito e sempre dávamos boas gargalhadas com ela, que nos fazia sentir em casa, tamanha simpatia.
Não vi nada demais, afinal eu (e todos) adorava a Mariliza, que era como uma amiga mais velha da turma.
Subimos e paramos em frente da porta da sala que estava fechada. O Marcelo sugeriu que eu viesse correndo enquanto ele abria a porta e eu desse um salto para dentro da sala, onde estava a Mariliza. Concordei, afinal já estava na “chuva” mesmo...
Preparei-me. Respirei. Bolei um salto incrível. E saí em disparada, enquanto o Marcelo abria a porta...
Ele abriu e eu pulei. Dei um salto incrível. Me senti um bailarino da Companhia Russa de Balet. Um verdadeiro Michael Barichinicov.
Com o impulso que dei, somado à esticada de pernas (que não são curtas) e as mãos em formato de coração acima da cabeça, consegui pousar no centro da sala, onde estava a Mariliza. O que o Marcelo não me contou é que aquele era o dia do chá das Mulheres do Rotary Club de Itapeva.
Olhei à minha volta e vi umas 30 senhoras olhando com os olhos esbugalhados para mim. Pobre Neto. No centro da sala, vestido com uma minúscula saia rosa de papel crepom e um “colant” totalmente atolado na bunda. Pra completar a desgraça, o “colant” apertado de mamãe resolveu subir de vez e separou meus testículos, fazendo-os sair, um pra cada lado do maiô.
Ouvi alguns engasgos, uns tossidos e, lá fora da sala, muitas risadas. Gargalhadas mesmo. Era o Marcelo, Dimas e Norberto, que rolavam no chão de tanto rir.
Fiquei paralisado na ponta dos pés, com os braços levantados e totalmente sem ação, até que uma das senhoras gritou algo do tipo “Meu Deus, que é isso?”. Com um sorriso amarelo, pedi desculpas, abaixei a saia tentando esconder minha a frente e o verso (não tampou nada!!!) e me encaminhei em direção da porta, querendo matar o Marcelo.
Em tempo: como lição do vexatório teste vespertino, todos colocaram um estratégico shorts por cima do “colant”, para evitar algum tipo de constrangimento no salão.
Ao entrar no salão do Itapeva Clube, onde a banda já tocava as tradicionais marchinhas de carnaval, dei de cara com um senhor de bigode, meio careca e conhecido pelo seu estilo ultra-conservador: meu pai.
Tentei me esconder dele, mas o Norberto foi mais rápido e tascou um super-beijo na sua careca, fazendo-o virar-se para mim e me encarar com um olhar de reprovação.
O carnaval dele acabou naquela hora. Eu ainda fiquei até as 4 da manhã brigando com aquele “colant” que teimava em, hora virar fio-dental a cada passo dado, hora virar divisor de testículos...
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